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Desde: 09/06/2017      Publicadas: 4      Atualização: 13/06/2017

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 Religião

  13/06/2017
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Umbandaime: religião cresce no Rio e tem até dissidência

Rio - Mistura de ritos de Umbanda, herdados dos escravos, com Santo Daime " manifestação religiosa dos seringueiros do Acre à base de chá de origem indígena, extraído da Ayahuasca, planta com poder enteógeno, que altera a consciência e induz ao êxtase ", a Umbandaime, criada no início dos anos de...

Umbandaime: religião cresce no Rio e tem até dissidência

Rio - Mistura de ritos de Umbanda, herdados dos escravos, com Santo Daime — manifestação religiosa dos seringueiros do Acre à base de chá de origem indígena, extraído da Ayahuasca, planta com poder enteógeno, que altera a consciência e induz ao êxtase —, a Umbandaime, criada no início dos anos de 1980, vem expandindo e já tem até dissidência: a Daimeumbanda.

Além de estarem presentes na maioria das igrejas que servem o Daime (6), as vertentes das novas religiões também se espalham por boa parte dos mais de 5 mil Terreiros de Umbanda e Candomblé espalhados pelo estado do Rio de Janeiro.

 Estima-se que no Rio de Janeiro, cerca de duas mil pessoas sigam as duas modalidades que também já alcançam pelo menos 15 países: Estados Unidos, Peru, Equador, Colômbia, Bolívia, França, Suíça, Espanha, Alemanha, Argentina, México, Portugal e Irlanda, Israel e República Tcheca.

Os adeptos da Igreja Rainha do Mar tomam o amargo chá do Santo Daime em ritual com Umbanda, onde os efeitosvão desde visões místicas à vômitos e diarreias.

“Essas novas formas de sincretismo religioso são genuinamente brasileiras. Não são religiões importadas como as demais. É uma realidade que avança diariamente”, afirma o sacerdote umbandista e membro da Federação Brasileira de Umbanda (FBU), Marco José Câmara. “Toda iniciativa religiosa para o bem ao próximo é válida”, pondera o babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

 

Mãe de santo relata “viagens fora do corpo”

Marco Imperial, que tem como mentor o lendário Sebastião Melo, discípulo de Mestre Irineu, precursores do Daime, é um dos poucos a dar entrevista. “Há ainda preconceito. Sempre relacionam fatos ruins ao Daime ou à Umbanda”, justifica, garantindo que já viu curas de câncer e Aids pelo chá, que tira a acidez do organismo.

Em vídeo na internet, a mãe de santo Maria Natalina, fundadora da Umbandaime, fala de “transportes espirituais”. Ao som do atabaque, fiéis fazem rodas de ‘giras’, com danças e pontos de Umbanda, aliadas ao consumo e hinários do Santo Daime. “Fazemos viagens astrais, fora do corpo”, diz.

Questão financeira pode despertar a cobiça 

A mãe de santo Rosiane Rodrigues, 44 anos, pesquisadora de religiões de matrizes africanas do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (Ineac/UFF), vê com certa desconfiança a questão financeira por trás de movimentos religiosos, que hoje despertam muita cobiça.

“O Brasil é, em tese, um país laico. A formação de novos movimentos religiosos é livre e legítima. No entanto, é preciso considerar que o setor movimenta um percentual significativo do Produto Interno Bruto (cerca de R$ 15 bilhões por ano) e isso vem crescendo muito”, alerta ela.

Marco Imperial esclarece que tem sua própria plantação de cipó Jagube (Banisteriopsis caapi) e folhas da Chacrona (Psychotria viridis), que originam, através da decocção, a Ayahuasca. “Nos rituais nós servimos o Daime de graça”, ressalta Imperial. Devido ao aumento da procura, a colheita dos cipós e das folhas tem sido feita em até seis meses em algumas plantações. Alguns fiéis mais antigos recomendam o consumo somente a partir de oito anos depois do plantio. 

  Autor:   paulo - teste


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